MOOC: Ir às aulas de pijama

Publicado por Marina Soares em 25 de Fevereiro de 2014

Lembram-se daquelas imagens da cidade de Chicago coberta de gelo que apareceram nas redes sociais o mês passado?
Pois nesse dia, eu estava lá, nas margens do lago Michigan. Nem o vortex polar me conseguiu afastar do campus da Northwestern University. A parte boa é que não precisei de cachecol para ir beber um chocolate quente com um colega russo, depois da aula de Content Strategy. Também não precisei de me levantar do meu sofá. Na verdade, até me lembro que fui de pijama.
Confusos? Bem vindo ao maravilhoso mundo dos MOOCS!

Que é lá isso?
Um MOOC é um Massive Open Online Course. Quer isto dizer que qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo, se pode inscrever gratuitamente e completar o curso, desde que tenha um computador com acesso à internet, bons conhecimentos de inglês e algum tempo disponível.
Atenção mandriões: os cursos duram entre 6 a 10 semanas e implicam sempre algum trabalho da parte do aluno, quer sejam testes ou questões de desenvolvimento sobre um tema. Até pode ser pedido que avaliem o trabalho dos colegas (true story!!).

Quem é que se inscreve num MOOC?
As estatísticas dizem que os alunos dos MOOCs são maioritariamente de países desenvolvidos, têm à volta de 35 anos, educação universitária superior e empregos a fulltime. São pessoas que querem melhorar os seus conhecimentos, avançar profissionalmente, explorar áreas diferentes daquela em que se especializaram, ou que simplesmente gostam de aprender, os grandes malucos.

E a força de vontade, pá?
Aulas em inglês, à noite, depois de um dia de trabalho intenso, à hora do “Walking Dead”… é duro, não vou mentir… mas há coisas piores. Um ataque de zombies por exemplo. Agora a sério, as estatísticas de sucesso dos MOOCs não são brilhantes, só 7% dos alunos termina de facto o curso. Afinal, é muito fácil desistir quando não há faltas nem horários obrigatórios e quando o professor não nos consegue ver a cabecear. Se eu consegui, vocês também conseguem. Gostam de café? Pois…

As vantagens?
Para além da oportunidade de aprender com os professores das melhores universidades do mundo, há também a vertente de partilha de conhecimentos e discussão com pessoas de todas as nacionalidades, com valências profissionais diferentes das nossas, experiências novas e visões refrescantes. Acreditem, os russos são mesmo divertidos!
E, claro, que tal soa a palavra Harvard num currículo? Os MOOCs, quando devidamente terminados, são cursos reconhecidos pelas universidades respectivas.

‘Bora lá!
Há carradas de MOOCs à escolha em sites como Coursera, Udacity ou ESX
E se um MOOC não te serve, experimenta um BOOC, um SMOC ou um SPOC! Este artigo explica tudo e foi de lá que roubei este boneco:

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Autor: Marina Soares

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